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Domingo, Fevereiro 07, 2010

Federico García Lorca (1898-1936)

A las Poesías Completas de Antonio Machado (in Poema Sueltos)

Dejaría en este libro
toda mi alma.

Este libro que ha visto
conmigo los paisajes
y vivido horas santas.

¡Qué pena de los libros
que nos llenan las manos
de rosas y de estrellas
y lentamente pasan!

¡Qué tristeza tan honda
es mirar los retablos
de dolores y penas
que un corazón levanta!

Ver pasar los espectros
de vidas que se borran,
ver al hombre desnudo
en Pegaso sin alas,

ver la vida y la muerte,
la síntesis del mundo,
que en espacios profundos
se miran y se abrazan.

Un libro de poesías
es el otoño muerto:
los versos son las hojas
negras en tierras blancas,

y la voz que los lee
es el soplo del viento
que les hunde en los pechos
-entrañables distancias-.

El poeta es un árbol
con frutos de tristeza
y con hojas marchitas
de llorar lo que ama.

El poeta es el médium
de la Naturaleza
que explica su grandeza
por medio de palabras.

El poeta comprende
todo lo incomprensible,
y a cosas que se odian,
él, amigas las llama.

Sabe que los senderos
son todos imposibles,
y por eso de noche
va por ellos en calma.

En los libros de versos,
entre rosas de sangre,
van pasando las tristes
y eternas caravanas

que hicieron al poeta
cuando llora en las tardes,
rodeado y ceñido
por sus propios fantasmas.

Poesía es amargura,
miel celeste que mana
de un panal invisible
que fabrican las almas.

Poesía es lo imposible
hecho posible. Arpa
que tiene en vez de cuerdas
corazones y llamas.

Poesía es la vida
que cruzamos con ansia
esperando al que lleva
sin rumbo nuestra barca.

Libros dulces de versos
son los astros que pasan
por el silencio mudo
al reino de la Nada,
escribiendo en el cielo
sus estrofas de plata.

¡Oh, qué penas tan hondas
y nunca remediadas,
las voces dolorosas
que los poetas cantan!

Dejaría en el libro
este toda mi alma...

Romance Sonámbulo

Verde que te quiero verde.
Verde viento. Verdes ramas.
El barco sobre la mar
y el caballo en la montaña.
Con la sombra en la cintura
ella sueña en su baranda,
verde carne, pelo verde,
con ojos de fría plata.
Verde que te quiero verde.
Bajo la luna gitana,
las cosas la están mirando
y ella no puede mirarlas.

Verde que te quiero verde.
Grandes estrellas de escarcha,
vienen con el pez de sombra
que abre el camino del alba.
La higuera frota su viento
con la lija de sus ramas,
y el monte, gato garduño,
eriza sus pitas agrias.
¿Pero quién vendrá? ¿Y por dónde?
Ella sigue en su baranda,
verde carne, pelo verde,
soñando en la mar amarga.

--Compadre, quiero cambiar
mi caballo por su casa,
mi montura por su espejo,
mi cuchillo por su manta.
Compadre, vengo sangrando,
desde los puertos de Cabra.
--Si yo pudiera, mocito,
este trato se cerraba.
Pero yo ya no soy yo,
ni mi casa es ya mi casa.
--Compadre, quiero morir,
decentemente en mi cama.
De acero, si puede ser,
con las sábanas de holanda.
¿No ves la herida que tengo
desde el pecho a la garganta?
--Trescientas rosas morenas
lleva tu pechera blanca.
Tu sangre rezuma y huele
alrededor de tu faja.
Pero yo ya no soy yo,
ni mi casa es ya mi casa.
--Dejadme subir al menos
hasta las altas barandas,
¡dejadme subir!, dejadme
hasta las verdes barandas.
Barandales de la luna
por donde retumba el agua.

Ya suben los dos compadres
hacia las altas barandas.
Dejando un rastro de sangre.
Dejando un rastro de lágrimas.
Temblaban en los tejados
farolillos de hojalata.
Mil panderos de cristal
herían la madrugada.

Verde que te quiero verde,
verde viento, verdes ramas.
Los dos compadres subieron.
El largo viento dejaba
en la boca un raro gusto
de hiel, de menta y de albahaca.
--¡Compadre! ¿Dónde está, dime?
¿Dónde está tu niña amarga?
¡Cuántas veces te esperó!
¡Cuántas veces te esperara,
cara fresca, negro pelo,
en esta verde baranda!

Sobre el rostro del aljibe
se mecía la gitana.
Verde carne, pelo verde,
con ojos de fría plata.
Un carámbano de luna
la sostiene sobre el agua.
La noche se puso íntima
como una pequeña plaza.
Guardias civiles borrachos
en la puerta golpeaban.
Verde que te quiero verde,
verde viento, verdes ramas.
El barco sobre la mar.
Y el caballo en la montaña.

Há Rocinantes que pensam

Coluna de ZH criticou a Associação dos Juízes pela Democracia (AJD) em homenagem ao líder do MST. Foi o mote para reflexão sobre o compromisso ideológico de membros da AJD, reivindicando neutralidade de juízes em face à política questões sociais. Não menos comprometido o viés do colunista, por suas posições políticas e filiação partidária.
Há mal nisso? Não. A nenhum dos lados. A democracia que viceja no país almeja pluralidade de visões e ações para tornar efetivo o compromisso constitucional de assegurar uma ordem jurídica socialmente justa.
O texto apresenta a visão clássica e superada sobre um dos poderes do Estado, usada no século XIX, e que via no papel do juiz função estática e utilitária. O Judiciário era neutro, cabendo a ele aplicar as leis em favor das classes proprietárias e de seus interesses econômicos. Tal visão, sintetizada na frase de Montesquieu: “os juízes são a boca que pronunciam as palavras da lei”, significava rematado ideal liberal extremado, pelo absenteísmo do Estado.
O mundo mudou e a forma de conceber o Estado e as relações jurídico-sociais.
Juízes não são neutros e não podem ser. Quem assim pensa o faz por dois motivos: ingenuidade ou malícia. O primeiro, desconhecendo a forma como se dão as relações de poder (e juiz é detentor de poder político, segundo decorre da Constituição, independente de ser concursado ou votado); o segundo, por viés ideológico, desqualificando ação e o compromisso dos juízes com a democracia, que é garantida em cada sentença proferida.
O problema é confundir neutralidade com imparcialidade. Juiz tem que ser imparcial no alto de sua judicatura, para não tomar partido de A em detrimento de B, conduzindo o processo com absoluta isenção técnica. Entretanto, o ato de julgar ou decidir, que é ato intelectivo, tem cunho ideológico. Para desgosto do preclaro colunista, juiz faz opção, sendo a sentença dialética, na velha fórmula hegeliana.
O juiz inspira os sentimentos do mundo e os reproduz na realidade em que vive. É um ser humano; e como tal, é da sua essência todo o tipo de paixões. Há bons e maus juízes. Brilhantes e medíocres. Todos eles ciosos de sua magistratura. Se há juízes simpatizantes do MST, não há menos juízes que se refestelam nos salões da Farsul. É simplesmente uma questão de visão de mundo. Neutro, só shampoo ou ph da água.


Publicado no Jornal Zero Hora, edição nº 16.234, de 02 de fevereiro de 2010, p. 15.

Terça-feira, Janeiro 12, 2010

Populistas em Porto Alegre

Não sei se todos virão a Porto Alegre, no final de janeiro, no Fórum Social Mundial. Talvez uns sim, outros não. Pode ser que suas agendas de compromissos não coincidam. Todavia, um item é comum na agenda política de todos eles: o populismo.

Refiro-me a Hugo Chavez, Rafael Correa, Evo Morales e Cristina Kirchner. Eles governam no velho receituário populista que animou a política latino-americana desde os anos 30, consolidando-se nas décadas seguintes até sua interrupção por reiterados golpes militares; que por sinal, foram também populistas. Vê-se, com isso, que o populismo é útil à esquerda e à direita. Só não serve à democracia.

O populismo afirmou-se pela necessidade de conter os movimentos populares de esquerda fruto da Revolução de 17. Coincidiu com o processo de industrialização na América Latina onde a ausência de uma burguesia dinâmica, lastreada na livre iniciativa, fosse capaz de criar um capitalismo autônomo apto a iniciar a industrialização dos países periféricos.

Restou ao Estado o papel de fomentador do desenvolvimento. Essa ação estatal albergou em si uma aliança estratégica entre lideranças políticas elites urbanas detentoras do poder econômico. Foi positivo porque abriu os enclaves nas oligarquias rurais, como no Brasil; porém, criou um sistema de liderança baseado nas lealdades partidárias de acesso ao poder, além da burocratização do Estado que agigantou-se para cumprir todas tarefas avocadas por si.

Vargas e Perón foram exemplos de seu tempo. Levaram o Estado onde ele não existia pela situação de anomia (ausência de leis). Entregaram serviços e benefícios sociais ao povo. O custo disso foi o gradual sucateamento dessa matriz político-econômica. Collor, Menem e FHC acabaram esse ciclo.

O fim dos regimes autoritários e volta à democracia no sub-continente ensina que a base da credibilidade nos governos é estabilidade partidária, eleições periódicas e adequado e perene quadro institucional com regras do jogo claras e definidas para o governo, os agentes econômicos e a sociedade.

Assim, o discurso populista vetusto, ainda que repaginado, verberando teses conspiratórias, arrisca trazer instabilidade política, censura à imprensa e miséria ao povo pela volta da inflação. Aí vale o refrão do Nei Lisboa: “a história se repete mas a força deixa a história mal contada...”

Domingo, Janeiro 03, 2010

As eleições e a felicidade humana

Em 2010 mais um período eleitoral se avizinha. Daqui a meses os partidos, depois de incontáveis reuniões e sondagens, decidirão as composições e estratégias voltadas ao pleito desde Presidente e Governadores até Senadores e Deputados.

Os grandes partidos brasileiros que, embora integrados por filiados, são dominados pelas cúpulas partidárias, nortearão sua conduta por pragmatismo eleitoral visando não só o poder, mas a governabilidade. Atualmente de nada adianta ser governo, se não se puder governar com maioria parlamentar que anule a ação de uma oposição renhida.

Essa governabilidade tem custo político traduzido no loteamento de cargos públicos sobre os quais o Executivo têm controle, servindo de medida do grau da maior ou menor fidelidade partidária e dos aliados.

Uma vez mais veremos desfilar frente os olhos crédulos do cidadão incauto uma variada gama de alianças políticas tão ocasionais e espúrias quanto o compromisso que os une, diante da própria fragilidade programática desses partidos. Bastará o primeiro desacerto sobre o butim eleitoral para os acordos prévios ruírem e colocar em risco a governabilidade.

Nessa análise merece reflexão a participação do cidadão que é eleitor e contribuinte, já que a democracia é a única forma de governo em que o povo é chamado a decidir sobre o poder de mando.

Ocorre perguntar se os partidos e candidatos sabem o que significa governar por delegação do eleitor animados num espírito cívico e republicano. E, ainda, quais as chances de discutirem a fundo temas que envolvem a vida do cidadão comum de modo objetivo, pois o fim da Política, segundo Aristóteles, é a busca da felicidade humana.

Também o cidadão contribuinte gostaria de resposta concreta dos partidos de como e quanto custará a que os sonhos políticos se materializem, pois ele pagará a alta conta de eventual irresponsabilidade política e econômica.

Não se vê com frequência, em nossas campanhas, séria discussão orçamentária do tipo: “Temos tanto e vamos gastar tanto com o seu dinheiro, caro eleitor contribuinte”. Isso é reflexo de dois sintomas da nossa jovem democracia: o descaso e despreparo com que partidos e seus quadros veem a sociedade e o desinteresse com que a sociedade vê a Política.Quando houver sintonia nesses dois campos, por certo a felicidade estará mais próxima.

Publicado no Jornal Zero Hora, na edição nº 16.209, do dia 08 de janeiro de 2010, p. 16

Quarta-feira, Dezembro 02, 2009

Discurso de Salvador Allende, na Universidade de Guadalajara, México, dezembro de 1972

Um trecho de um discurso com o verdadeiro conteúdo de justiça social, que sempre buscamos e nem sempre alcançamos.

América, no invoco tu nombre en vano (Pablo Neruda)


XVIII

AMÉRICA, no invoco tu nombre en vano.
Cuando sujeto al corazón la espada,
cuando aguanto en el alma la gotera,
cuando por las ventanas
un nuevo día tuyo me penetra,
soy y estoy en la luz que me produce,
vivo en la sombra que me determina,
duermo y despierto en tu esencial aurora:
dulce como las uvas, y terrible,
conductor del azúcar y el castigo,
empapado en esperma de tu especie,
amamantado en sangre de tu herencia.

Sexta-feira, Novembro 27, 2009

O Brasil e os brasileiros


A sociedade brasileira e o brasileiro, em particular, têm sido – e serão ainda - ricas fontes de estudo sociológico, sob quaisquer correntes e pretextos de análise como qualquer outro grupo social. As infindáveis leituras de fatos e personagens brasileiros, na vida privada e pública, alcançam-nos uma profusão de significantes e significados do que é “ser brasileiro”.

Trata-se de um conceito tão discrepante e disforme quanto sua capacidade de aparentar certa coesão social e política. Somos e não somos. Queremos ser, não sendo; e, às vezes, deixar de ser. Ficar ou ir é pergunta sempre presente. Tudo isso, ao mesmo tempo, com intermitências nervosas das várias crises de identidade do Brasil e dos brasileiros.

Trazemos n'alma, mais do que no DNA, o germe da mal disfarçada diferença. Somos muitos e somos um na busca de real identidade. Herdeiros da tradição histórica e política lusitana, com a boa dose de sangue dos índios da América e negros da África, resultamos o sertanejo, o caboclo, o caiçara e o pampiano. Porém, como disse Darcy Ribeiro, em
O Povo Brasileiro: na “...uniformidade cultural brasileira, esconde-se uma profunda discrepância, gerada pelo tipo de estratificação que o processo de formação nacional produziu. O antagonismo classista que corresponde a toda estratificação social aqui se exacerba, para opor uma estreitíssima camada privilegiada ao grosso da população, fazendo as distâncias sociais mais intransponíveis que as diferenças raciais.”
Não conseguimos, por enquanto, e na plenitude do termo, sermos uma democracia racial e, sobretudo, uma democracia social. Quanto à raça, é certo que não nos comparamos com outros povos chauvinistas e extremados. Porém, longe estamos de distribuir saberes, poderes, riquezas e honrarias independentemente da cor da pele.

No plano social, o que é cruel, não reunimos, plenamente, as ferramentas do processo civilizatório para emergir como o “pais do futuro” profetizado por Zweig. Nossos vícios antirrepublicanos, patrimonialistas e oligárquicos nos imobilizam na marcha avante. Os estratos sociais continuam separados entre a casa e senzala; a rua e o palácio; a sacristia e o meretrício.

Assim, o conceito de Brasil e de brasileiro, resta ambíguo. Não pelo que somos; mas, seguramente, pelo que fomos e pelo que aspiramos, um dia, em ser.



Publicado no Jornal Zero Hora, edição nº 16171, de 30 de novembro de 2009, p. 14.

Domingo, Novembro 15, 2009

Vladimir Maiakóvski (1893-1930)


Não acabarão com o amor,
nem as rusgas,
nem a distância.
Está provado,
pensado,
verificado.
Aqui levanto solene
minha estrofe de mil dedos
e faço o juramento:
Amo
firme,
fiel
e verdadeiramente.


Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Os Ombros Suportam o Mundo


Carlos Drummond de Andrade

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

Os versos acima foram publicados originalmente no livro "Sentimento do Mundo", Irmãos Pongetti - Rio de Janeiro, 1940. Foram extraídos do livro "Nova Reunião", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1985, pág. 78.

Juízes, vencimentos e comparações

A Justiça e demais Poderes, são indispensáveis para a existência do regime republicano. É uma síntese bem acabada do Estado democrático que, consorciando-se ao respeito de direitos fundamentais, eleva a condição cidadã do povo.
O que não se entende é porque a Justiça tem alto custo com vencimentos de magistrados, do juiz iniciante ao Ministro de Tribunal. É óbvio que juízes, sendo homens sujeitos à tentação de serem corrompidos, pelo vulto e importância das causas que julgam, devem ganhar bem. Mas daí a perceberem vencimentos estupendos, em face de trabalhadores públics e privados, traz um abismo profundo que gera distorção e constrangimento social. Causa um efeito cascata, que é pesadelo para o Erário, sem falar em repercussões previdenciárias e reflexos orçamentários. E não se fale em autonomia orçamentária, porque os recursos advém dos tributos pagos pelo conjunto da sociedade.
Não é correto nem honesto fazer-se comparações nominais entre vencimentos de juízes de países diferentes, porque há variáveis como câmbio e real poder de compra diante da inflação. Mas há que se reconhecer que, por exemplo, juízes federais brasileiros estão entre os mais bem pagos do mundo. Conforme dados do Banco Mundial, os de primeira instância só ficam abaixo dos juízes canadenses, e os de segunda instância, de canadenses e colombianos.
Outro dado interessante é que nos EUA, o vencimento dos juízes de 1969 até 2006 declinou 25% enquanto nesse mesmo período o salário dos trabalhadores americanos aumentou 19%, mantendo uma certa proporção (gap) de 43,3%.
Afora a questão salarial, é possível comparar o nível de eficiência e credibilidade da Justiça desses países, que têm percentuais maiores do que a brasileira. E isso interessa ao contribuinte e ao cidadão diretamente.
Alerta-se que é preciso uma adequação “razoável” e “proporcional” - dois princípios usados por juízes ao julgar -, na política salarial da magistratura e de outras carreiras jurídicas ou altos escalões. Adequado vencimento não pode ser sinônimo de riqueza corporativa.
É indispensável alcançar-se um nível de equilíbrio na remuneração que todo o servidor público merece como ato de justiça e solidariedade social, oportunizando equilíbrio orçamentário e valorização de outras carreiras como a dos servidores em educação, saúde e segurança.